Dia: 28/Jul/2010 às 09h13min
Categoria: Cultura
Fonte: Sesc de Parnaíba
Nos próximos dias acontece no interior do Piauí mais uma etapa do
projeto de circulação “Núcleo do Dirceu
Mostra e Disseca”, que abrange mais de 20 apresentações de trabalhos do
coletivo de artistas Núcleo do Dirceu
em estados do Norte e Nordeste do Brasil.
O projeto procura estimular e viabilizar a troca
entre o Núcleo do Dirceu e outras regiões que, como Teresina, são com menos
freqüência contempladas com a circulação de obras artísticas. O Mostra e
Disseca foi lançado em maio na cidade de São Luis, dentro do evento
"Conexão Dança Contemporânea". Recentemente foi realizado no Teatro
do SESC de Manaus, e finaliza esta etapa 2010 na região norte do Piauí,
provendo intercâmbio com artistas de Piripiri e Parnaíba.
O Núcleo do Dirceu foi implantado por Marcelo Evelin em 2006, no bairro Dirceu
em Teresina, e desde então vem desenvolvendo pesquisas e criações em diferentes
linguagens performáticas. Em 2008 o Núcleo foi premiado pela Associação
Paulista de Críticos de Arte (APCA) como modelo em Política Pública em Dança e
é uma das referências nacionais em pesquisa e produção das artes cênicas
contemporâneas, realizando constantes intercâmbios no Brasil e
internacionalmente.
A plataforma de criação adotada pelos artistas opera dentro
de um sistema colaborativo, entendendo arte como geração de conhecimento e
possibilidade de expansão social.
As obras que circularão com o projeto Núcleo do Dirceu Mostra e Disseca incluem diferentes formatos de
apresentações e um videodança. No Piauí o projeto apresenta “Traque”, “02
Heterogêneo”, “Sobre Ossos e Robôs” e a
estreia de “Espetáculo”, obra também contemplada com o Prêmio Funarte Klauss
Vianna de Dança. Em Piripiri as apresentações acontecem no SESC Ler dias
28 e 29, e em Parnaíba no SESC Avenida, dias
30 e 31. Logo após, haverá um bate-papo
mediado pelo coreógrafo Marcelo Evelin. A programação se inicia sempre às 20h,
com entrada gratuita.
Para mais
informações, acesse www.nucleododirceu.com
Sobre as obras:
02 HETEROGÊNEO
Alexandre Santos e César Costa
Estruturas de vidas semelhantes com pessoalidades
diferentes, interligadas com movimentações extraídas do contexto artístico,
cultural e esportivo de cada intérprete.
A corporeidade resulta da uma vontade de chegar, de
estar, seja de forma bruta ou minuciosa, construindo uma linha de tensão entre
controlador e controlado. O espetáculo é visualmente influenciado por um
universo fantástico e lúdico de games e desenhos animados. A música interage
não como um complemento, mas como um elemento diretamente relacionado com o
histórico desses corpos.
Esse universo pessoal funciona como ponto de
partida pra um contexto mais geral, que envolve especificamente a sociedade
periférica, essa que torna uma realidade difícil, repleta de violência,
hipocrisia e omissão, em um engate para dar a volta por cima e fazer da arte um
meio simples, honesto, digno e grandioso de se viver.
Elielson Pacheco
Uma dança feita de contorcionismo e de bonecas:
A boneca é gente de
carne e osso.
Eu sou fragmentos de boneca.
No contorcionismo tem o
desejo de transfigurar.
O robô está dentro da
boneca, que está dentro de mim.
Eu sou nuvem passageira, a boneca não.
Jacob Alves
Traque ergue uma imagem, propõe o homem como um
monstro, se define miserabilismo cômico, discute a ideia de dependência
num jogo de agradar e incomodar. Traque trata de balão verde turvo ar suicídio
fragilidade miserabilismocomico dor deixar doer bomba máquina homem carne
incondicionalidade pé firme repetir força muito bruto auto bum suspensão
disposição vulgar para fazer palhaçada.
Janaína Lobo, Cipó Alvarenga, Layane Holanda, Elielson Pacheco
Pirâmide, música, vento no cabelo e queda é ESPETÁCULO.
Conseguir é ESPETÁCULO. Aqui o corpo se apresenta nun antes, na
tentativa do alcance de algo possível.
O Rock pesado da banda Scud