Dia: 19/Jul/2010 às 19h17min
Categoria: Saúde
Fonte: Sebrae
Motocicletas sempre simbolizaram liberdade, lazer,
prazer e aventura.
Mas nos últimos 12 anos, o veículo de duas rodas ganhou novos
significados no Brasil: trabalho e renda. Atualmente 1,35 milhão de
cidadãos brasileiros têm na motocicleta seu instrumento de trabalho,
segundo dados da Federação Nacional de Mototaxistas e Motofretistas
(Fenamoto), sediada em Goiânia.
Estima-se que esse contingente de trabalhadores - autônomos ou micro e
pequenos empreendedores - seja responsável pela absorção de 16% da
produção anual brasileira de motos, segundo levantamento feito pela
Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores,
Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), em parceria com a rede de
concessionárias.
Durante
uma década, mototaxistas e motofretistas atuaram na quase ou
total informalidade, transportando passageiros, documentos, objetos e
mercadorias. Essa situação, no entanto, começa a mudar.
A relevância social e econômica dos mototaxistas e motofretistas foi
oficialmente reconhecida em 29 de julho do ano passado, quando o
presidente Luis Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 12.009, aprovada
pelo Congresso Nacional, que regulamenta as profissões de mototaxistas e
motofretistas. “Motoqueiro e motoboy não existem mais”, diz o
presidente da Fenamoto, Robson Alves.
Segundo ele, a lei foi uma reivindicação da Fenamoto, assim como a
Resolução 350, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), de 14 de
julho deste ano. Como a atividade envolve certo grau de risco, a
resolução exige curso especializado dos profissionais de transporte de
passageiros (mototaxista) e de entrega de mercadorias (motofretistas),
que exerçam atividades remuneradas na condução de motocicletas e
motonetas. “Sugerimos essa resolução para melhorar a segurança e a
qualidade do serviço que prestamos e para disciplinar as nossas
profissões”, explica o presidente da Fenamoto.
Para o
diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, a
regulamentação profissional do segmento é mais um avanço registrado nos
últimos anos em favor do fortalecimento do empreendedorismo. Trata-se de
um passo inicial para que esses profissionais sintam-se incentivados a
trabalhar de forma associativa para melhor prestar serviços à população
em geral e aos mais diversos segmentos empresariais.
Ele observa que há muitos cursos ofertados pelo Sebrae que podem
ajudar mototaxistas e motofretistas a trabalhar juntos ou em
aglomerações de micro e pequenas empresas como prestadores de serviço.
"É certamente uma forma de aumentar-lhes o faturamento e a abrangência
dos serviços que prestam", afirmou.
Entre os cursos ministrados pelo Sebrae que podem ajudar as duas
categorias destacam-se associativismo, cooperativismo, gestão e
empreendedorismo.
As duas novas categorias de trabalhadores têm se beneficiado ainda da
figura jurídica do Empreendedor Individual (EI), cuja regularização e
disseminação são fortemente apoiadas pelo Sebrae. “A Fenamoto também
incentiva os autônomos a se constituírem como Empreendedores Individuais
para sair da clandestinidade. Temos de acompanhar o crescimento do
nosso mercado totalmente dentro da legalidade”, enfatiza Robson Alves.
Vale ressaltar que mototaxistas e motofretistas dependem de
regulamentação municipal para atuar nas localidades. Caso contrário,
mesmo se cadastrando como EI, permanecem na informalidade.
Outras
resoluções do Contran e Denatran, que devem ser aprovados nos
próximos meses, vão definir os equipamentos a serem usados
obrigatoriamente pelos mototaxistas e motofretistas, além de acessórios
para adequação das motos ao transporte individual de passageiros. Os
veículos, por exemplo, provavelmente terão uma alça para evitar contato
físico entre mototaxista e cliente.
De acordo com pesquisa da Abraciclo, que buscou traçar um perfil do
consumidor brasileiro de motos, 40% dos compradores adquirem o veículo
para substituir o transporte público; 19%, para lazer; 16%, como
instrumento de trabalho; 10%, para substituir carro; e 15%, por outros
motivos. Os dados são referentes ao primeiro trimestre de 2010.
A mesma pesquisa revela, ainda: 75% dos compradores de motocicletas no
Brasil são do sexo masculino e 25% feminino; 40% estão na faixa etária
entre 21 e 35 anos; 28%, têm mais de 40 anos; 25%, estão entre 31 a 40
anos; e 7%, possuem até 20 anos.
O Rock pesado da banda Scud