O MANGUEZAL
Dia: 22/Jun/2010 às 17h13min
Categoria: Cultura
Uma das notícias mais antigas que se tem sobre os mangues no Brasil vem de Frei Vicente Salvador em "História do Brasil (1500-1627)",
Nas margens dos rios, igarapés e ilhotas no Delta do Parnaíba, e até mesmo em alguns trechos das terras firmes litorâneas predomina o mangue (Rhizophora Mangle), cerrado, verdejante, planta que se equilibra sobre raízes entrelaçadas e que ficam acima da linha das marés, viveiros e habitat naturais dos caranguejos e demais organismos macrobetânicos, camarões, peixes, variedades de aves e répteis.
Uma das notícias mais antigas que se tem sobre os mangues no Brasil vem de Frei Vicente Salvador em "História do Brasil (1500-1627)", página n.º 67: "Ao longo do mar, e em algumas partes muito espaço dentro dele, há grandes matas de mangues, uns direitos e delgados de que fazem estas cercas e caibros para as cassas, outros que dos ramos lhe descem as raízes ao lado e delas sobem outros, que depois de cima lançam outras raízes, e assim se vão continuando, de ramos a raízes, e de raízes a ramos, até ocupar um grande espaço, que é coisa de admiração". Outra informação vem do Pe. Jacinto de Carvalho, S. J, na sua "Crônica da Companhia de Jesus no Maranhão”, Capítulo Terceiro, página n.º 57: “... e o lodo dos mangues, árvores que se criam com a água salgada naquelas partes da terra onde o mar não lança areia, que é a única cousa que em lhe chegando às raízes, as faz secar crescentemente; e em breve tempo, pôr serem regadas com as enchentes da maré, e porque não formam tronco senão da parte onde lhe chega a água para cima, lançam do mesmo tronco e das ramas várias raízes que descem até entrarem pela terra, e lhes ficam servindo de espeques para se sustentarem contra a fúria dos ventos e ímpeto das ondas".
David Moreira Caldas, que em 1867 visitou e explorou o Delta do Parnaíba, de ordem do governo do Piauí, assim descreveu o manguezal: "Em coroas ou baixios que a maré descobre nasce primeiramente o pacará d'água salgada, e depois o mangue manso, que é o mais fino e o mais direito; em seguida aparece o mangue canoê, que é o que engrossa mais sendo, todavia o mais frágil; finalmente nasce o mangue vermelho que é o que tem raízes mais salientes, aonde se agarram as ostras. Formando assim o mangal ou ilhas de mangues; vai pouco a pouco tomando mais consistência aquela lezeria, onde, por fim, aparecem camadas enxutas de terra vegetal”.
Toda a terra onde o mangue finca as suas raízes é massapé misturado com o barreiro trazido pelas águas dos rios, constituindo verdadeiro lamaçal em que o homem atola até os joelhos.
A casca do mangue pisada dá uma tinta vermelha que é utilizada nos couros trabalhados em curtumes. Até novembro de 1640 era proibido o corte de mangue quando a Carta Régia de 04.12.1640 permitiu o corte destas árvores. Por causa dessa permissão levantou-se uma grande oposição por parte dos jesuítas e do Bispo do Brasil, que na época residia no rio de Janeiro. Pode-se dizer assim que foi o primeiro movimento ecológico surgido no Brasil. Uma nova Carta Régia, datada de 04.12.1678, foi expedida confirmando a anterior de 04.12.1640. Finalmente com o Alvará de 09.07.1760 foram proibidas as capitanias do Brasil o corte destas mesmas árvores, ainda não descascadas. Nessa época, como hoje, era usada nas fábricas de sola e empregada exclusivamente para o curtume de couros. César Marques citando o Dr. Nicolau Joaquim Moreira, autor do "Dicionário de Plantas Medicinais Brasileiras", informa que "na dose de uma oitava pode ser dado como antifebril. O pó é útil nas picadas de inseto e dos peixes".
Segundo a Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí (CEPRO), na área de Luiz Correia (PI), "domina o mangue vermelho e siriúba", esta última da família das Verbenáceas conhecidas vulgarmente por camaradinha.
Segundo Michael Martalles atualmente o sistema do manguezal é definido como comunidades de plantas tropicais a colonizarem os solos inundados das zonas entre marés. Desenvolvendo-se geralmente em estuários protegidos e lagoas, num ambiente salino, precisam como vegetais, de nutrientes, oxigênio e de água doce para a troca regular da matéria orgânica. Podem existir tanto em regiões influenciadas pelas marés como em regiões costeiras onde acontece irregular permuta de água. Como o mangue é sensível ao frio a sua propagação tem o seu limite a 16º C, mínimos da isoterma d'água, e por causa da temperatura da água encontram-se localizados na costa oeste dos continentes, entre os 30 graus de latitude N e 30 graus de latitude S. tendo desenvolvimento escasso nas regiões sob relativa influência de ventos fortes, que ocasionam o seu ressecamento e desenraizamento.
O Brasil tem mais de 2,5 milhões de hectares de áreas de manguezais que são os maiores do mundo. No entanto, nem todas conhecidas e a sofrerem impactos responsáveis pela degradação ambientais consideráveis.
Ao dirigir-se para o mar, limite de sua expansão, depois da morte dos mangues dá-se a colonização por uma vegetação de pântano salgado ou de mata tropical úmida, de acordo com a natureza do solo. Pode também ocorrer regresso dos bosques dos mangues nas margens dos canais de marés que atravessam toda a área aluvial dos mangues, num labirinto de cursos de água. Estas mudanças geralmente produzem fatores ecológicos a influenciar consideravelmente a pesca no litoral e em mar aberto.
Apresenta o biólogo cinco estruturas de bosques diferentes, a saber:
a)"Bosques de Franja": Forma típica de vegetação das costas um pouco baixas; geralmente matas de ilhas. Cobertas e inundadas pelas marés. Alta quota de deposição de matéria orgânica e sedimentos finos, isto por causa de pouca corrente aquática. “Casualmente altos valores de salinidades”;
b) “Bosques de Bacia": Nas costas de depressão topográfica, freqüentemente em direção ao interior, ao lado das redes de esgotos terrestres e nos centros de ilhas. Alto grau de concentração de matérias orgânicas e poucos sedimentos redutíveis. Salinidade 50%";
c)"Bosques Ribeirinhos": Nas planícies inundadas dos deltas fluviais. Longo período de inundação, especialmente depois chuvas fortes. Ordem das salinidades 5-20%";
d)"Bosques inundados": Ao longo de lagoas e ilhas pequenas; locais geralmente inundados completo durante os ciclos de maré. Forte lavagem de matéria orgânica. Salinidade 5-35%";
e)"Bosques Anões": Forma típica de vegetação nos solos calcários e nas zonas áridas. Arbustos na maior parte, espalhados, espessos. Alta salinidade de solo 60%";
Várias espécies de vegetais (epifíticas) como liquens, fetos, plantas trepadeiras e orquídeas crescem nas raízes nos mangues num estreito relacionamento.
No seu trabalho sobre o mangue informa o biólogo: "O grupo mais rico em indivíduos, nos mangues, é representado pela meio-fauna - organismos vivendo sobre ou nos sedimentos sendo os produtos principais detritos orgânicos". "Junto com os organismos macrobentônicos como Vermes, Gastrópodes, bivalves e Caranguejos, a maioria destes habitantes, do lago ou lama, tem uma condição extraordinária de adaptação ao meio de seus hábitos escavadores, para o estímulo da fauna microbiana e, com isso, para a formação de detritos, transportando continuamente matérias decompostas das plantas á superfície do sedimento. A importância ecológica desse grupo pode ser reduzida da diversidade de espécies, a qual condiciona uma oferta abundante de nutrientes e também na cadeia alimentar do ecossistema". "Os Gusanos, que fazem parte do grupo dos Teredos, tem um importante papel na decomposição natural da matéria viva e deteriorada das árvores de mangue".
"Os animais que emigram regularmente ou em certas fases da vida para o biótipo do mangue são, sobretudo, camarões, peixes e aves. No entanto, o número de aves endêmicas nos manguezais é pequeno em comparação ao das migratórias". "Um grande número de aves aquáticas e de rapina, parte delas estando entre as espécies mais ameaçadas do mundo, acham no manguezal alimento, refúgio e lugares para nidificar". "Finalmente devem ser citados, ainda, dois grupos habitantes dos mangues, os répteis e os mamíferos. Além desses répteis, somam-se lagartos, tartarugas, serpentes, onças, macacos, tigres e morcegos às espécies selvagens mais ameaçadas de extinção".
Das diversas espécies de peixes que regularmente imigram para o manguezal, como as tainhas, "milkfish" e camarões, se alimentam de detritos e plâncton desenvolvidos nesse ecossistema. Este fornecimento de nutrientes orgânicos e a oferta de produtos primários fazem do manguezal importante berçário ecológico para várias espécies marítimas que nele habitam. Das inúmeras espécies que descem do rio para o mar, como do mar a foz dos rios, a procura de alimentos e proteção, encontram no manguezal local ideal para sua procriação e desenvolvimento dos filhotes, embora muitos deles, como a tainha e os camarões, voltem para o mar. Nele também se desenvolve os camarões da água doce como o tipo "pitu" (Macrobrachium). O manguezal, além de cumprir sua importante função como parte integrada ao ciclo vital das espécies, é indispensável para o repovoamento "natural dos habitantes das costas próximas da zona marítima".
Sujeitos a tensores crônicos ou agudos, como os originários das ondas das marés, erosão, sedimentação e acreação resultantes da precipitação fluvial e das inundações, dá-se o ressecamento dos caules expostos, ficando sujeitos ao ataque de fungos e insetos sobre cascas fragmentadas contribuindo para o desaparecimento dos bosques de mangues. Isto resulta o enfraquecimento das funções do manguezal, tornando-o vulnerável ás ações dos ventos e ondas. O desmatamento, a destruição dos bosques, implica uma redução irreparável na produção de materiais orgânicos de resultados negativos para toda uma região costeira. Neste caso é reduzido sensivelmente o rendimento pesqueiro nas zonas costeiras, principalmente para as pescarias de subsistência. A destruição dos bosques de mangue através do desmatamento significa, primeiramente, uma redução da produção de materiais orgânicos, ocasionando uma queda das ofertas alimentares em retrocesso da biomassa e declínio da pesca. Há de se observar que os camarões aumentam quando as matas dos mangues também aumentam. É nos mangues que as aves, como as espécies mais ameaçadas, encontram refúgio, alimento e lugares para nidificar.
"A contribuição mais importante para o conhecimento dos recursos dos manguezais são os congressos nacionais e internacionais, seminários e encontros técnicos, que se tornaram eventos freqüentes desde a década de 70". "Até o momento, o único centro de informações em manguezal é o "Regional Mangrove Information Ntwork" (RENMIN0. Este centro é uma instituição originária do "Philippine National Mangrove Commitee" (NATMANCOM), cuja sede de informações situa-se em Maniela, no "National Resource Management Center. Desde 1984, essa Instituição edita quadrimestralmente o seu próprio "Newsletter", intitulado "Backman", um termo popular filipino que denomina o mangue. Os pontos essenciais do "Nwesletter" são: preservação dos mangues, manejo, resultados de pesquisas, assim como informações sobre seminários regionais especializados e novas publicações".
Com relação à fauna e flora associada aos manguezais brasileiros, e principalmente relativos ao manguezal existente no Delta do Parnaíba e terras circunvizinhas, através de pesquisas em livros históricos, tem-se o seguinte quadro que poderá dar uma idéia do potencial do nosso manguezal na época passada e atual:
FLORA E FAUNA DO MANGUEZAL DO DELTA
a) Flora ( Árvores e Arbustos)
Espécies Exclusivas Nomes vulgares
Avicennia germinas L. Mangue amarelo, M.siriuba, M. siribinha Siruva.
Conocarpus erectus Mangue-baton,; Tinteira, Tuijí.
Laguncularia racenosa Gaertm… Siriba,Cereiba,Mangue- branco,M.manso.
Rhizophora harrisonti leechman Sapateiro, Mangue-vermelho.
Rhizophora mangle L. Mangue verdadeiro, Mangue vermelho.
Espécies Facultativas Nomes Vulgares
Acharas sapota Sapotizeiro
Anacardium occidentale Cajueiro
artocarpus incisa Fruta-pão
Capparis flexuosa L. Feijão do mangue
Genipa Americana Jenipapeiro
Ingra edulis Ingazeiro
Manjifera indica Mangueiro
Myciria jaboticaba Jabuticabeira
Pixidum grafaus Goiabeira
Syragrus coronata Aricuri, Cricuri
Espécies do Apicum Nomes Vulgares
Annona sp. Araticum
Batis maritima L. Tiririca, Beoduega
Eleocharia sp. Samambaia
Scirpus maritima Capim
Mimosa somnians Humb. & Bompl. Mimosa
b) Peixe
Família Espécies Nomes Vulgares
DASYATIDAE Dasyatis guttata (B & S) Raia verdadeira
MEGALOPIDAE Tarpon atlanticus (Val.) Camurupim, Camorupi
MURAENIDAE Lycodontis funebris (Ranzani) Moréia
CLUPEIDAE Chirocentrodon blukerianus(Poey) Sardinha, Pellada
Rhinosardina bahienais Sardinha
Sardinella aurita(Steindachner) Sardinha-verdadeira
ENGRAULIDAE Anchoviella brevirostris Pilombeta
Lycengraulis rossidens(Agassiz) Arenga(Sardinha) branca, Sardinha manjuba.
SERRASALMIDAE Serrasalmus natteresi(Kierner) Piranha-caju
ARIIDAE Arius corema Bagre catinga
Sciadeichthys luniscutis(Valenç.) Cangatá,Bagre amare-
lo.
Selenaspis herzbergii (Bloch) Bagre do mangue
AUCHAENIPTERIDAE Pseudauchenipterus nodosus (Bloch) Papista
SYNODONTIDAE Synodus foctens Traíra-papo branco
BATRACHOIDIDAE Batrachoides surinamensis(Bl..& Sch.) Pacamão
HEMIRAMPHIEDAE Hyporamphues roberti Agulha
SYNGNATHUIDAE Hippocampus reidi Cavalo marinho
CENTROPONIDAE Centropomus pectinatus Camurim
GRAMMISTIDAE Rypticus saponaceus Peixe-sabão
CARAGIDAE Cerana hippos (L.) Xaréu
LUTJANIDAE Lutjanus jocu (BL.& Scm.) Carapitanga
POMADASYDAE Comodon nobilis Coró, C.de-lista, Car-
deiro, Roncador.
Haemulon parrai Pirambu, Cabuba
SCIAENIDAE Cynoscion lecarchus(Cuv.& Val.) Pescada branca, curviunga.
Cynoscion microlepidotus Cuvier Pescada verdadeira. P.amarela,Corvina uçú
Micropogon furnieri(Desmaret) Corvina, Cururuca
MUGILIDAE Mugil curema Valenciennes Tainha,Tainha sajuba Querimana brevirostris Saúna
POLYNEMIDAE Polydactylus virgincus (L.) Barbudo
SOLEIDAE Achirus achirus Solha verdadeira, Solha redonda.
TRETRAODONTIDAE Colomesus psittacus (BL.& Schm.) Baiacu, B-Listrado, B.-açu.
DIODONTIDAE Chilomycterus spinosus Baiacu-de-espinho
c) Crustáceos
Família Espécies Nomes Vulgares
GECARCINIDAE Ucides cordatus (L) Caranguejo-uça, C.-u-cauna 30
OCYPODIDAE Uca vocator Chama-maré
PORTUNIDAE Callinectes bocouri Milne-Edw. Siri-do-mangue, S.- do-pilar
Portunus ordwayi Siri
XANTHIDAE Panopeus crassus Caranguejo
HIPPLOITIDAE Hioppolysmata oplophoroides Camarão-vermelho
PALAEMONIDAE Macrobrachium acanthurus (Wiegm.) Pitu, Camarão-de-água doce.
PENAEIDAE Xiphopenaeus Kroyeri (Heller) Camarão-Sete-Barbas
d) Moluscos
Classe Família Espécies Nomes Vulgares
GASTRPODA STROMBIDAE Strombus raninus(Genclin) Búzio
Strombus pugilis (L.) Búzio
ELLOBIIDAE Melampus caffeus (L.) Caranguejo-do-mangue
LAMELLIBRANCHIA MYTILIDAE Myttella falcata (Orbigny) Sururu, S.-de-la-
ma
OSTRAEIDAE Crassostres rhizophorae Ostra-de-mangue
CEPHALOPODA LOLICINIDAE Loligo brasilienses (Blainville) Lula
Fontes de pesquisas:
de alguns livros históricos, do livro de Michael Martaller e do próprio autor desta obra.
Não se encontrou nas pesquisas livros antigos históricos ou não, ou informações científico especificamente dedicado ao estudo da flora e da fauna do Delta e das terras circunvizinhas. O que há são algumas citações muito vagas aqui e acolá em alguns livros históricos que, se reunidas, oferecem uma idéia da riqueza do Delta e de toda a região circunvizinha. Baseando-se nas coletas de alguns livros históricos ora reunidos tem-se uma ligeira idéia da flora e da fauna que existiu em época passada, ora extinta ou em via de extinção. Assim pode-se ter uma idéia da grandeza do Delta.
A campanha de esclarecimento é de grande importância para uma conscientização dos valores que possui o mangue, evitando-se a sua extinção. Além dos esclarecimentos e informativos através dos meios de comunicação e em salas de aula, faz-se necessário por parte do poder público uma rigorosa fiscalização com as aplicações da lei. O mangue, assim como todo o Delta, encontra-se amparado e protegido pela Lei n.º 4.771, de 15.09.1965, que instituiu o Novo Código Florestal tendo recebido algumas alterações através da Lei n.º 7.803, de 15.07.1989. Recentemente criou-se a Área de Preservação Ambiental (APA), que procurará preservar não só todo o Delta do Parnaíba como grande parte das terras circunvizinhas. A ação do IBAMA, do poder público e de entidades ecológicas é necessária, dentro de enérgicas medidas, para a preservação do Delta e das terras circunvizinhas. A destruição desordenada do manguezal poderá colocar em risco o único berçário e o último laboratório de todo ecossistema ecológico das Américas, a mais bela região nordestina.
Com base nas vagas informações encontradas podemos ter uma idéia de como foi e como se encontra atualmente a flora e a fauna do Delta e das terras circunvizinhas:
I - Flora
a) - Espécies exclusivas:
1. violeta (viola adorata L.; da família das Violáceas).
2. jacarandá (jacarandá oxyphylla).
3. pau-brasil (caesalpina echinata); explorada pelos portugueses e contrabandeada por corsários.
4. piquiá-amarelo (assipidoperma susilaforum).
5. pau-roxo (Peltogyne lecointei, Duck; da família das Leguminosas, subfamília Cesalpiniácea).
6. andiroba (cara guyamensis).
7. sucupira (pertence as duas famílias das Leguminosas, subfamília Papilionácea; espécies: sucupira-amarela (Bowdichia Virgioides H.B.K.) e sucupira-preta (Bowdichia speciosa)-).
8. ipê-roxo (tecoma curialis).
9. peroba (aspidoperma peroba).
10. carnauba (corupha cerifa); planta nativa da região; existe o tipo "Copernicia australis, espécie mato-grossense que não produz cêra; além das suas palmas fornecerem cêra é tida como medicinal, usada como anti-sifilítico.
11. cajueiro (anacardium occidentalis); planta nativa e que deu o nome da Ilha do Cajueiro localizada na Barra da Tutóia e da ilha do Caju. Muito cultivado pelos índios, principalmente pelos Tremembés. No período colonial faziam das castanhãs maçapãs e outros doces. Os índios faziam da fruta um delicioso vinho; a árvore dá uma goma.
12. buriti (mausitgia venifera); planta nativa da região.
13. tucum (astrocaryum vulgare); planta nativa da região.
14. unha-de-gato (Mimosa sepicaria Benth. Accacia bonariensis Gilde e Accacia riparia (Mart.)).
15. maçarandubeira (Lcuma procera Mart.; e Memusops elata (Fr.All) Mig.); planta nativa da região; usada como traves e madeiramento das casas por ser quase incorruptível; seu fruto é como cerejas, maiores e mais doces mas sai deles um leite.
16. mangue (Rhizophora mangle).
17. siriba ou siriuba (Avicennia germinas L.)
18. mimosa (Mimosa somniars Humb & Blampl.)
19. ingazeiro (Ingra edulis)
20. caraguatá, conhecida como Coroatá (da família das Bromeliáceas, gêneros Aechmea, Bilbergia, Bromélia, Cryptanthus, Dickia, Nidularium, Pitcairnia, Ticlandsia e Vriesia); nos livros, ao se referirem ao coroatá não especificam o gênero da planta, falam em coroatá genericamente; os nomes das ilhas Coroatá e Coroatá de Dentro tem sua origem pela abundância dessa planta em suas terras.
21. mudungu, conhecido como crista-de-galo (Erythirina crista-galli L.).
22. mungubeira (Bombax muguba Mart.); usada no calafeto das embarcações e as suas raízes são medicinais; ainda se encontra esta planta, quase totalmente extinta.
23. canafístula (Cassia ferriginea Schrad; Cassia fistula L.); localizada na ilha Poções.
24. angélica-brava (Polianthes Tuberosa Lin.) .
25. salsa-da-praia (da família das Convolvuláceas).
26. capim-da-praia
27. goiabeira (Pixidum grafaces); que deu origem ao nome da ilha Goiabeiras.
28. gergelim (seranum indicum).
29. jatobazeiro (Hymenea courbaril Lin.)
30. jurubeba; arbusto da família das Solanáceas (Solanum paniculatum Lin.).
31. catingueira, planta leguminosa típica das caatingas (Caesalpina pyramidalis Tul.)
32. tamburi, grande árvore, em altura, da família das leguminosas (Enterolobium timbouva); a madeira da raiz desta árvores, de admirável leveza, era usada antigamente para amolar navalha e barcos de brinquedo: encontra-se quase extinta.
33. salsaparrilha, planta das famílias das Liliáceas (Smilaz papyracea Poir.; Smilax officinalis Kunth); usada como medicinal para suadouro.
34. sensitiva, planta da família das leguminosas, subfamília Mimosácea (mimosa pudica L.) - conhecida por dormideira, malícia, malícia-de-mulher, vergonha: sua particularidade é que as folhas e folidos tem a propriedade de se fechar quando lhes toca.
35. aroeira, árvore da família das Anacardiáceas; vários gêneros; na região o tipo Schinus aroeiro.
36. sapucaia (lecythis pisonis Camb.); faziam eixos para moenda dos engenhos por serem rigíssima e grossas como tornéis; os seus frutos tem a forma de vaso tapado, cheios de saborosas amêndoas.
b) Espécies cultivadas:
1. Ananás (ananás setivus). No período colonial não era aconselhado para aqueles que tivessem chagas ou feridas abertas por assanhar estas enfermidades: "porém isto antes argüi a sua bondade, que é não sofrer consigo ruins humores e purgá-los pelas vias que acha abertas, como experimentam os enfermos de pedra, que lha desfaz em areias e expele com a urina e até a ferrugem da faca com que se apara a limpa" (Salvador, Frei Vicente - História do Brasil - pág. 69).
2. Maracujazeiro (da família das Passifloráceas).Diz Simão de Vasconcelos em "Crônica da Companhia de Jesus", "Livro Segundo", pág.151: "O outro portento das ervas, graça dos prados, brinco da natureza, e devoção da piedade cristã, é aquela, a que chamam os portugueses erva da Paixão, os índios maracujá, os castelhanos da Nova Espanha granadilha. Tem nove espécie de maracujá guaçu, miri, satá, eté, mixira, peroba, piruna, temacuja, una. Duas são as mais principais, de que só falarei, guaçu e miri. Cresce à maneira de era, em breve tempo trepa altas árvores, grandes tetos, espaçosas latadas, a modo de parreira, cobrindo tudo de uma verdura graciosa, e vária, entressachada de folhas, flores, frutos em numerosa quantidade. É a folha das mais agradáveis e frescas do Brasil, e por esse respeito sua sombra mais apetecida. A flor é o mistério único das flores".
3. Cana-de-açúcar - (Sacharum offinarum).
4. Batata (Solanacea).
5. Mandioca (Jatrophamanioch); muita cultivada pelos índios. Os índios faziam dela a farinha de guerra, que era farinha bem torrada para poder durar mais tempo e os marinheiros faziam dela a matalotagem; fazia um tipo de farinha tão alva como o trigo, da qual faziam pão que, se é de leite ou misturado com farinha de milho e arroz, papas para os doentes com açúcar e para os sãos caldos de peixe ou de carne ou só da água. Havia um tipo de mandioca chamada aipim que se comia crua ou cozida sem fazer mal.
6. Abóbora (Cucurbitácea).
7. Bananeira (Musacea).
8. Abacateiro (Persea gratissima Gaertn.); foi trazida do México para o Brasil.
9. Pitangueira (Eugenia michelii Berg.).
10. Limoeiro (Citrus Limonun, Risso).
11. Mangueira (Mangífera indica Lin).
12. Muricizeiro (Bysonima sericea).
13. Fruta-de-conde (Fructa conde).
14. Sapotizeiro (Achras sapota L.).
15. Açaí (Euterpe edulis Mart.).
16. Milho, planta da família das Gramineas (Zermays L.); muito usado o tipo Zaburro trazido das Antilhas e Índia Ocidental.
17. Algodoeiro, várias plantas da família das Cucurbitáceas; não especificam o tipo que foi cultivado.
18. Feijoeiro (planta da família das Leguminosas, subfamília Papilionácea); não especificam o tipo cultivado.
19. Araticum (várias árvores da família das Anonáceas); não especificam o tipo cultivado; conhecido no Nordeste por Jerimum.
20. Romãzeira (Punica granatum L.); planta medicinal.
21. Aboboreira, várias plantas da família das Cucurbitáceas; não especificam o tipo.
22. Meloeiro (Cucumis melo L.), da família das Cucurbitáceas.
23. Hortelã (Mentha viridis L.), da família das Labiadas.
24. Coentro (Coriondrum sativum L.), medicinal, da família das Umbelíferas.
c) Espécies já existentes ou que foram cultivadas:
1. Sapucaia (Lecythis pisonis Camb.). As cascas dos seus pomos depois de secos eram usadas pelos Tapuias em lugar de pratos e panelas. A madeira desta árvore considerada incorruptível era usada para eixos de engenhos e a casca do seu tronco para calafeto de barcos.
2. Bacuri (Plantonia insignes Mart.)
3. Guabiraba (Cordia rotundifolia Ruiz).
4. Pitombeira (sapindus esculentis St.- Hil.)
5. Fedegoso, diversas plantas da família das leguminosas, subfamília Cesalpinácea, pertencentes ao gênero Cassias; algumas medicinais.
6. Puçazeiro (Rauwolfia bahiensis DC.)
7. Jabuticabeira (da família das Mirtáceas; espécies mais comuns: Myrciaria caudiflora Berg.); faziam remos para barcos; do seu fruto quando verde exprimido dá um sumo claro como a água e que passado pelo corpo fica negro como carvão; os índios usavam esse processo para pintar o corpo quando iam para a guerra ou festas.
8. Canela-sassafrás, nome de varias plantas da família das Lauráceas (Aniba gardineri); planta medicinal.
9. Cajazeira (Spondiae Lutea L.).
10. Melancia, planta das Cucurbitáceas (Citrulus vulgaris Schrad.); comprovadamente existiam em abundância na Ilha das Melancieiras dando origem ao nome dessa ilha que nela produziam espontaneamente sem ser preciso cultivá-las.
11. Mangabeira, da família das Apocináceas (Hancornia spceina Gomes), produtora de látex; rica em cautihu; apesar de ser planta comum nos cerrados, existia na região. Em Parnaíba extraia-se e exportava-se a borracha desta planta, conforme consta em "Notícias sobre Comarcas da Província do Piauhy", de Francisco Augusto Pereira da Costa, edição de 1883.
II - Fauna no Delta e terras circunvizinhas:
a) - animais e aves:
1. onça (felis onça); não especificam qual o tipo; existiam muitas nas ilhas Grande do Paulino, Canárias, da Desgraça e Santa Ignez.
2. guará, mamífero carniceiro da família dos Cândidas (Crysocyon branchyurus Desm.)
3. raposa (nome impropriamente dado aos gambás do gênero Didulphis Lin.).
4. gato-do-mato-pintado (Noclifelis pardinoides).
5. gato-do-mato-grande (da família dos Félidas); conhecido como jaguatirica.
6. gato-do-mato (Margay tigrina).
7. saguim (Símia jachus).
8. jacaré (do gênero cainan)
9. caititu (Tayassu tajacu Rin.)
10. macaco, do gênero Cebus, conhecido como mico ou macaco-prego (Cébus macrocephalus), existia na região onde hoje encontra-se a Rodoviária e na área da estrada que vai para Chaval até 1958 quando tudo era mata; alguns na Ilha Grande de Santa Isabel e parte das ilhas do Delta.
11. sagüi, pequeno macaco da família dos Calitriquidas, conhecidos como sonhim e xauim; existiu muito em Parnaíba nos atuais bairros de Fátima e Catanduvas; existiu em algumas ilhas do Delta.
12. paca (cavia pacca).
13. cutia (dasyprocta aguti Lin.).
14. ema (coroacia granula).
15. jacu (da família dos Cracidos, especialmente do gênero Penelope).
16. rôla (coroacia granula).
17. guará, ave ( libis ruber)..
18. garça branca, da família Ardêidas, Casmerodius albus e gretta (Gm) e Luicophoys thula thula (Molina); também conhecida por guiratinga;
19. tatu (mamífero da ordem Xenartros, família dos Crácidas);
20. teiú, conhecido por teju; grande lagarto da família dos Teíidas (Tupinambis teguirim, Lin.).
21. jaburu (Jabine Mycteria); em abundância deu origem ao nome da ilha existente no Delta.
22. tamanduá, nome de vários mamíferos pertencentes à ordem dos Xenartros; existia o tipo tamanduá-bandeira (Mymecophaga tridaetyla Lin.); por causa das superstições a carne desse animal era comida somente pelos índios velhos.
23. mutum (da ordem dos Galiforms, família dos Crácidas).
24. guarapirá, conhecido como Alcatraz (fregata magnificens rthoscildi Mathews).
25. marreco (da família dos Anátidas); não especificam o gênero.
26. pato (da família dos Anátidas); não especificam o gênero.
27. ganso (Anser demisticus Meyer).
28. gaivota (família dos Laniformes).
29. colhereiro (Platelea ajaja); havia em abundância; ainda encontrado em algumas ilhas do Delta.
30. cervo (da família dos Cávidas); não especificam o gênero.
31. martim-pescador, da família dos Alcedinidas (Ceryel torquata Lin).
32. socó, várias espécies da familia dos Ardeidas, provavelmente (Trigrisoma Lineatum Bodd) referente ao socó-boi.
33. gavião real, conhecido como harpia (Harpya harpya Lin. E Morphuas guyanensis, Daud.); o autor desta obra viu a mesma espécie harpya harpya livre na mata de um dos igarapés de acesso ao rio Magu.
34. jabuti (testudo tabulata).
35. tatupeba (Euphractus sexintus Lin.).
36. gavião-rapina (Falco sparvenus Lin).
37. gavião-do-mangue (Buteogallus aequinotialis Gm).
38. coruja (Strix perlata).
39. urubu-da-cara-preta (Coragyps atratus foetens Sicht,).
40. urubu-rei (Sarcoramphus papa Lin.)
41. papagaio (Carduclis brasiliensis).
42. canário (Carduclis brasiliensis).
43. beija-flor (Trochyllus brasiliensis).
44. bem-te-vi, (da família dos Tirânidas entre elas o bem-te-vi comum, o pitanguá dos índios (Pitangus sulphuratus).
45. xexéu, (da família dos Ictéridas, Caricuscela); o pássaro tecelão.
46. sabiá, (da família dos Turdidas); não especificam o gênero.
47. cascavel, (Crotalus terrificus terrificus Lin.).
48. caninana (spilotus pullatus Lin.)
49. cobra-verde (Phyllodryas olfersii - Litch.).
50. jararaca (da família dos Crotilidas, especialmenyte Bothrops jararaca, Wied.).
51. cobra-coral (do gênero Micrurus).
52. cobra-preta (Pseudoboa cloelia Daup.); existia muito antigamente em Luiz Correia, principalmente na praia de Atalaia.
53. surucucu, da família dos Crotálidas, ( Lachesus nuta Lin.); venenosíssima.
54. jibóia, da família dos Bóidas (Constrictor constrictor Lin.).
55. mutum branco; várias espécies da ordem dos Galiforme, família dos Grácidas; chamavam os índios de Mutum-tin piranga.
56. abelha (apis mellifica L.); chamada pelos índios de ira-ubá.
57. borboleta, da família da Solanáceas (Schizanthus pinnatus R. e P. e S. retusus Hook.); chamada pelos índios de panã-panã.
58. mosquito, designação genérica dos Culicídeos; chamado pelos índios de marigüin; na sua passagem pelo Delta o Pe. Antônio Vieira diz que além de importunarem os ouvidos, devido a grande quantidade, atinava o juízo.
59. pernilongo, da familia dos Culícidas, chamado pelos índios de jation.
60. mosca, tipo vulgar ou doméstica (Musa domestica); chamada pelos índios de motuca.
61. mosca varejeira, chamada pelos índios de mirou ouboyn.
62. formiga, da família dos Formicaríidas, chamada pelos índios de saúba ou saúva.
63. cupim sexual, (designação genérica dos Térmitas), chamado pelos índios de arará.
64. saúva (formiga comum), do gênero Atta.
65. formiga preta, da família dos Formicaríidas, chamado pelos índios de Tucanguira ou tocandira.
66. formiga minúscula vermelha, da família dos Formicaríidas, chamado pelos índios de Taciba.
b) Peixes:
1. camorim, da família Magalopide (Tarpon atlantis Val.).
2. tainha (Mugil curema Valenciennes), da família Migilidae.
3. pescada amarela (pescada verdadeira) (Cynoscion microlipidotus Cuvier da família Scinaenidae).
4. bagre do mangue (Silenaspis herzbergii Bloch).
5. camurins (Centropomus pectinatus, da família Centropomidae ).
6. meros (Promicrops guttatus).
7. bapista (Pseudaucheniptenes nodosus Bloch), da família Centropomidae.
8. xaréu, (Caranxhippos L.), da família Garangidae.
9. pescada branca (Cynoscion licarchus (Cr. & Val.)-), da família Sciaenidae.
10. sardinha (Rhinosardina bahiensis, família Derpeidae).
11. baiacus, das famílias Etraodontidae e Diodontidae; espécies colomesus baiacus-psittacus (Bl. & Schm) e Chilomycterus spinasus; no período colonial era conhecido por macajus.
E os demais peixes citados na parte relativa aos habitantes do manguezal.
c) Crustáceos e Moluscos: os citados na parte relativa aos habitantes do manguezal.
O maior perigo aos manguezais e a toda região costeira, assim como aos rios e lagoas, está na carcinicultura. Dos 15 mil hectares implantados no Brasil os principais Estados produtores são o Ceará e o Rio Grande do Norte. Os 245 empreendimentos ocupam mais de seis mil hectares em áreas de manguezais, sendo o Ceará o maior produtor do país. O Nordeste brasileiro responde por 90% da produção nacional. Lamentavelmente esses empreendimentos contam com o apoio das prefeituras e dos conselhos municipais de meio ambiente.
Em agosto de 2006 reuniram-se quinze ambientalistas em Fortaleza (CE) contra a expansão da carcinicultura no país e no dia 25 lançaram “CARTA DE FORTALEZA DOS POVOS DAS ÁGUAS”. “O documento responsabiliza a carcinicultura pela destruição dos manguezais no Brasil, com a privatização sem precedentes de água e de terras públicas e indígenas, expulsão das populações locais, desmatamento de manguezais, salinização de água doce, poluição de rios, gamboas e estuários, diminuição crescente do pescado (mariscos, crustáceos e peixes e empobrecimento das populações tradicionais”. No Rio Grande do Norte, primeiro produtor, em dez anos cerca de doze mil hectares de mangue foi destruído.
Embora a carnicicultura apresente impacto positivo na balança comercial apresenta os seguintes impactos sócios ambientais:
a) Uso de produtos químicos: mortandade de peixes, caranguejos, mariscos, crustáceos, doenças de pele e envenenamento de trabalhadores dos viveiros;
b) Salinização do lençol freático comprometendo o abastecimento de toda região, alto consumo de água devido o tamanho do espelho d’água dos viveiros com elevado índice de evaporação; em três despescas utiliza-se 50 a 60 milhões de litros de água por tonelada produzida;
c) A expansão da atividade provoca o desemprego no campo causando o aumento da pobreza e da miséria. Em cinco hectares de mangue trabalham até 30 famílias enquanto em cinco hectares de viveiros trabalham apenas duas pessoas; “a carcinicultura absorve, regularmente, um índice muito baixo de mão de obra, comprometendo, assim, a renda e a sustentabilidade das famílias, provocando o aumento da miséria, o êxodo, a prostituição...”.
Faz-se necessário, e com urgência, um levantamento da carnicicultura no Delta do Parnaíba, ou em áreas próximas, nas margens do rio Parnaíba, rio Igaraçu, rio Portinho e em toda região litorânea piauiense, com as conseqüências do seu impacto sócio-ambiental.
Observação:
Este trabalho é dedicado a Sra. Roseane Galeno, bióloga, coordenadora SEMAR.
Teresina (PI), 14 de junho de 2010
Santo Elizeu, profeta; Santos Valério e Rufino, mártires.
“Deus super omnia”
Atenção:
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